Friday, August 7, 2009

Até sempre! (e este blog termina também neste preciso momento)

Aos primeiros dias vai já o tempo levando pela mão. O que restou foi o teu beijo, agora morto, nos meus lábios. Foi este adensar do silêncio. Em breve, não teremos uma única palavra para trocar, nem tão pouco o desejo de o fazer. Por esses dias, julguei sentir uma mão que tocava a minha, sem medo de se unir ao vento e percorrer o resto dos dias, ferozmente, sem medo de partir, de viajar até ao fim da vida, sem esperança de chegar a outro porto que não o mar. Pedi-te: prende-me nos teus braços, mantém-me em ti. Não me soltes à fúria do vento. Não me deixes ancorar o meu coração ao fundo sujo do mar e partir juntamente com os navios. Sem ti, tornou-se difícil ver tudo e esperar ser surpreendido pelo rosto da verdade. Tornou-se difícil acompanhar o vôo dos pássaros, perscutar o seu olhar e acreditar que, um dia, voaremos em bandos juntamente com as aves. A saudade afasta-nos, desilude-nos, transforma-nos nos mesmos seres amorfos que fomos durante o tempo em que acreditávamos que também o amor nunca nasceria para nós. Só depois de te beijar consigo pronunciar todas as palavras com doçura. Gostava de dizer: amanhã vou acordar novamente ao teu lado. Terei o teu corpo para percorrer na ponta dos meus dedos enquanto não nascer o sol. Acordar-te-ei com um sopro gracioso que caminhará, levemente, até aos teus lábios e, depois, voltarei a adormecer sobre a curva do teu peito. Mas sei que não presenciaremos de mãos dadas a outro pôr-do-sol. Não porque que eles se escusem a acontecer a partir de hoje, mas apenas porque as nossas mãos se desenlaçaram (e a minha mão prossegue, desengonçada, cortando o vento, repetindo maquinalmente o gesto de trazer ainda nela - e sempre - apertada, a tua mão). Tenho saudade dos dias em que era possível ver claro, respirar fundo e depois partir, inebriado pela vida, atrás dos sonhos, em barcos que eram os nossos corpos que navegavam, à deriva, em águas que eram o nosso sangue que fervia só porque eras minha e me amavas. Se algum dia a solidão bater à tua porta diz-lhe que não estás só, que estás comigo. Pergunta-lhe se não me vê ao teu lado e mostra-lhe todas as flores que colhi e te enviei em cada um dos dias em que lutei e consegui uma vitória. Ainda te amo, ainda tenho medo, tanto medo como no tempo em que temia que o vento te levasse. Preciso apenas de mais uma noite a teu lado. Talvez então o amor queira vir habitar o nosso leito, deitar-se connosco, perder-se connosco, percorrer os nossos corpos na ponta dos nossos dedos e apertar-se firme na força das nossas mãos. Agora, podias eclodir, fulgurante, incendiando a negrura do silêncio ou, simplesmente surgir, tomar-me pela mão, entender-te com a minha solidão e revelar-me que ficaremos juntos para sempre. Talvez no início o amor me habitasse, falasse pela minha boca, repousasse ao longo dos meus braços, mas hoje não o entendes nas palavras que te escrevo. Posso voar rente ao sol, ainda assim não alcanço os anjos que comandam os meus sonhos, ainda assim não atinjo a altura da estrela que tem inscrito o nosso nome no seu manto de poeira.

Monday, July 6, 2009

O amor acontece


Sunday, June 28, 2009

"You know, you could pay me now, and break the ice"

Estou apaixonado por uma prosituta da nacional 1. Vai acabar por rolar no banco de trás do meu carro ao som da Canção do Engate, do Variações. Esta garota vai ser a minha "pretty woman".

About a girl

Entrei com a minha afilhada numa loja de brinquedos. Anuí em comprar-lhe um. Ficou indecisa entre três e bateu o pé na tentativa de que eu lhos comprasse. Mais uma pessoa que futuramente se debaterá com sérios problemas no que à monogamia diz respeito.

A propósito dos últimos posts

Eu sei que o twitter existe para pessoas que têm tanto para dizer como eu, mas sou seguido no twitter pelo Obama. De tal forma, acho falta de educação não twittar de forma bilingue, mas como também não tenho paciência para isso, pura e simplesmente, não twitto. Estou apenas lá para acompanhar as coisas interessantes que as outras pessoas dizem em 140 caracteres. Tirando as merdas do Markl, que só me dariam jeito se eu tivesse engravidado uma tipa e não houvesse mesmo forma de negar a paternidade. Sigo-o só porque aguardo ansiosamente que, um dia destes, ele se engane e meta para lá um link que remeta para uma foto da Ana Galvão nua antes da gravidez.
Se forem todos TMN, disponibilizem-me os vossos números de telemóvel e eu passo a enviar-vos sms. Escuso de ligar o computador e de fazer o esforço mental "qual era mesmo a palavra-chave do blog?". Ao passo que do pin do telemóvel nunca me esqueço. Quer dizer, não sei os quatro dígitos de memória, mas os meus dedos já têm mecanizada a combinação no teclado. Sim, porque eu sou dos que desligam o telemóvel.

O que me apraz dizer sobre a morte de Michael Jackson

Parece que o Carlos Cruz subiu um lugar no ranking dos pedófilos mais famosos do mundo.

Upgrade para tótós

Aimar, Saviola... O Luís Filipe Vieira ainda deve andar a jogar o Championship Manager 2000/2001.